Arquivos Mensais: abril 2021

O valor que o Arte Local agrega ao seu portfólio

A maioria dos/as artistas hoje em dia dispõem de muitas e ótimas ferramentas para expor e divulgar seus trabalhos: Behance, Medium, Soundcloud, blogs pessoais e as próprias redes sociais, que acabam cumprindo o papel de excelentes plataformas.

É preciso deixar claro que o Arte Local NÃO tem o objetivo de se tornar concorrente de qualquer uma delas. Tampouco o de anular a importância das mesmas. Pelo contrário.

E caso você já tenha seu trabalho exposto numa plataforma bacana na internet, talvez esteja se perguntando: afinal, qual a real vantagem em me cadastrar no Arte Local?

Em alguns casos, a plataforma onde você hospeda seu portfólio limita ou restringe algumas ferramentas e conteúdos, permitindo que somente outros usuários tenham acesso.

Entendemos que seu trabalho possa apresentar algum conteúdo sensível, mas no Arte Local nós divulgaremos o que você escolher. Estará acessível para o Brasil inteiro, principalmente pessoas em sua cidade e estado que ainda não conhecem a sua arte.

Há plataformas que são interessantes somente para um tipo específico de mídia. Supondo que você exerça mais de uma habilidade artística, o Arte Local oferece espaço para todas elas. Assim você não precisa de uma plataforma pra cada.

Fotografias, livros, filmes, desenhos, tudo na mesma página.

Ou seja… o Behance é como a Renner, o Medium é como a Livraria Cultura e o seu blog pessoal é como a Americanas.

O Arte Local é um shopping!

Viemos para somar.

Entendemos que os visitantes se interessem por um pouco de tudo. Aqueles que estão procurando por filmes também gostam de literatura, por exemplo. E mesmo que talvez não estejam procurando por música, acabarão encontrando algo que chame sua atenção.

Além disso, os links das suas plataformas, portfólios e redes sociais também serão divulgados em nosso site.

Venha, se apresente, divulgue seus links e nos permita potencializar o seu currículo.

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2 comportamentos que SABOTAM a carreira de QUALQUER ARTISTA

Imagine-se aos vinte e poucos anos, na flor da juventude, recebendo diversas nomeações nos festivais e premiações mais importantes do mundo – incluindo o Oscar – nas categorias de melhor filme, diretor, ator, roteiro, entre outras, pelo seu trabalho de estreia.

Imagine que este mesmo filme seja considerado, várias décadas depois, uma das melhores e mais importantes obras de todos os tempos, reconhecida pelos principais críticos e cineastas do mundo todo.

Agora imagine que, mesmo com todo esse currículo impressionante, ninguém queira nunca mais trabalhar com você.

Porque você é insuportável.

COMPORTAMENTO AUTODESTRUTIVO NÚMERO 1: SER ESCROTO

Isso mesmo, senhoras e senhores, estou me referindo ao multitalentoso Orson Welles: dirigia, atuava, produzia, editava, narrava, cortava cabelo e pinto.

Se você é fanboy, favor pegar leve no hate, já que não estou falando mal da qualidade da obra dele, mas apenas alimentando uma saudável reflexão sobre temperamento.

Os mais apaixonados por cinema amam o filme Cidadão Kane, totalmente encabeçado por esse serzinho aparentemente carismático, e, ainda que sua carreira tenha caído no ostracismo cedo demais, os filmes seguintes também são de qualidade incontestável.

Até onde a lógica nos permite acreditar, todo mundo deseja trabalhar com os melhores, certo?

Então por que a simples presença de Welles causava ataques de pânico e perda do controle do esfíncter em quase toda Hollywood durante os anos 40?

Quando eu tinha 20 anos, comprei na Saraiva (que deus a tenha) um DVD duplo com o filme Cidadão Kane mais o documentário Em busca do Cidadão Kane, um material extra muito bacana repleto de depoimentos que contavam as polêmicas por trás dos bastidores.

Anos se passaram desde que assisti ao documentário pela última vez, mas ainda me lembro que um senhor dizia: “eu nunca vi o Orson Welles agredir alguém, mas ele parecia ser capaz disso a qualquer momento”, ou alguma coisa assim.

O rapaz era nervoso. Temperamental. Explosivo. Gritava, xingava, humilhava, fazia chorar. Tocava o terror no set.

Mas o pior é que isso faz brilhar o olho e salivar as beiças de um tanto de calouro de cinema. Chegam no primeiro dia de aula na faculdade cheios de marra, botando o pau na mesa, falando grosso com o operador de som e ostentando um rico repertório de palavras que não se diz num acampamento de escoteiros.

Querido, pare.

Professores de audiovisual, amarrem esses meninos e lutem para inserir uma disciplina de ética ainda no primeiro período.

No momento em que é contestado, o calouro ainda tem a pachorra de encher o peito e declamar: “não faço muita questão de ser amado, desde que o resultado do meu trabalho seja excelente”.

Lamento, mas se essa conduta sabotou até a carreira do diretor de Cidadão fucking Kane, você nem vai chegar a ter uma. E não estou duvidando que possa ser tão talentoso – ou até mais – quanto o próprio Welles, e se for esse o caso, por que não aproveitar a chance de ser uma exceção à regra?

Um plano não precisa de quase 100 tomadas como fazia o Kubrick, nem o elenco precisa ficar traumatizado e exausto como acontecia durante as gravações com o Hitchcock.

Custa nada ser legal.

Set é estressante, muita coisa depende de outras pessoas que às vezes atrasam, fazem um negócio mal feito e atrapalham.

Mas não justifica.

Ao invés de agredir, oriente. Converse. O restante da sua equipe também está sob estresse, acalme-os.

Concentre-se na resolução do problema: tenha baterias extras, pois xingar não ajuda a recarregar a câmera mais rápido; reforce os ensaios, pois gritar não ajuda o ator a se lembrar da fala; antecipe possíveis imprevistos, seja educado e nunca deixe faltar lanche.

O documentário Serei Amado Quando Morrer (disponível na Netflix) mostra Orson Welles em fim de carreira e com o rabo entre as pernas, lamentando um “pipipipipi eu num tenho dinheiro pros meus filmes”.

Me poupe, Welles. Insultou até a quinta geração de Hollywood inteira e terminou fazendo o cão sem dono porque os malvadões não quiseram mais continuar investindo no seu trabalho.

“Ah mas não importa. Eu trabalharia com ele mesmo assim, porque ele era foda, o maior de todos os tempos”.

Eu também trabalharia com ele, pernalonga de batom. Eu também sou trouxa. Eu poderia chegar e dizer: “não desista, meu herói, trabalharei contigo”.

Sabe o que ele faria? Provavelmente cuspiria no meu pé.

COMPORTAMENTO AUTODESTRUTIVO NÚMERO 2: SER PREPOTENTE

A discussão sobre “arte superior” e “arte inferior” é polêmica, pouco amigável e talvez você tenha opiniões fortes sobre o assunto. Mas não se meta nela. Você não vai ganhar nada com isso.

Um outro tipo de artista que ninguém suporta é aquele que banca o gênio incompreendido, mas que não é capaz de usar tamanha sabedoria para ensinar, explicar ou até mesmo vender o seu peixe.

Só quer saber de diminuir, constranger e humilhar os outros. Não sabe vender e quer colocar a culpa em quem não compra.

É comum que estes sejam bastante antipáticos, tenham o nariz empinado e o hábito de dizer coisas como: “nem todo mundo é capaz de entender”, ou “minha arte é sofisticada demais”.

Sente que deveria estar em Paris, que brasileiro é vulgar e não sabe apreciar “arte de verdade”, que não existe mais nada no mundo que não tenha aprendido e faz o possível para ser visto como inacessível. Sonha ser idolatrado pela elite intelectual mas reclama do fracasso de popularidade.

Autossabotagem constante é o nome.

Muita gente tolera – e até idolatra – alguns artistas mal educados, violentos, bandidos, assassinos em série e até pedófilos. Até o Charles Manson tem uma fanbase e é homenageado por algumas dúzias de sem noção.

Mas ninguém, NINGUÉM tolera um artista nojento.

Pode ser talentoso, habilidoso e realmente genial naquilo que faz, e mesmo assim é melhor evitar comprar a arte dele só pra não dar o gostinho da satisfação ao mesmo.

Se às vezes você se sente tentado/a a agir dessa maneira, lembre-se de que esse papel não condiz com a sua verdadeira personalidade. Isso acontece porque, em alguns momentos no passado, você viu outros artistas agindo exatamente igual e acreditou que era o comportamento apropriado.

O fato é que existem estereótipos positivos e negativos em todas as áreas de atuação, mas o que eu não entendo é a insistência em reproduzir os estereótipos ruins.

Quando a sua arte tem uma proposta mais culta, erudita, talvez realmente não venha a gozar de tanta popularidade (escreverei outro texto sobre isso mais pra frente) quanto a de outros trabalhos menos “sofisticados”.

Não é motivo para se frustrar, torcer o nariz para as preferências alheias, gravar vídeo xingando os brasileiros por escutarem funk e assim tentar buscar um público fora do país.

É preciso fazer uso responsável dos seus conhecimentos e bagagem cultural. Arte não é uma corrida. Não é alimento para o ego. É expressão, comunicação, formação de opinião, sensibilidade, visão de mundo, lazer, trabalho. É uma contribuição para o mundo.

Quem faz questão de humilhar os outros não deveria estar no ramo das artes.

Intimidadores sempre acabam sozinhos.

E a verdade é que existe sim uma demanda expressiva para esse tipo de arte. Atrai menos público do que aquilo que a maioria gosta? Com certeza.

Lembre-se que aqui todo mundo é sofrido. Uma galera numerosa acorda às 5 da manhã, encara 2 horas de ônibus lotado pra chegar num trabalho de bosta e ouvir humilhação de um chefe sem educação, pra no fim do mês ganhar uma merreca e ver o saldo continuar no negativo.

A mente precisa descansar. Às vezes uma comédia pastelão ou um reality show são mais bem vindos que o seu filme experimental.

E você sabe que isso não é errado, quando conhece a realidade dos seus compatriotas.

Mas o seu público está por aí. É preciso continuar procurando. Só pare quando encontrar.

Como NÃO vender sua arte

Se tem um tipo de história que prende, encanta e inspira muitas pessoas por todo mundo, é a história de

Como fazer o cadastro no Arte Local

Se você deseja entrar para o nosso catálogo de artistas locais e regionais, de forma gratuita, e se tornar uma referência para os visitantes do site, basta preencher os campos com as informações solicitadas.

Ainda não trabalhamos com aplicativo, portanto a única maneira de se cadastrar é através do site.

Nome: Se for da sua preferência, usaremos no nosso site o seu nome artístico, que também será utilizado para as divulgações nas redes sociais. Porém, precisamos do seu nome verdadeiro, marcado como campo obrigatório. Caso deixe o campo Nome artístico em branco, valerá o nome principal.

E-mail: O e-mail também é necessário, pois precisaremos dele para entrar em contato com você para informar sobre qualquer pendência, irregularidade, mudança, ou apenas para confirmar que a sua página já está no ar. Seu e-mail só será exibido se você quiser, mas recomendamos deixá-lo visível, pois facilitará o contato quando alguém se interessar pela sua arte. Basta pedir no campo Informações adicionais.

Localização: Os campos Cidade e Estado são obrigatórios, pois esse é justamente o propósito do site: disponibilizar uma ferramenta que facilite a busca por fluxo artístico em âmbito regional. O site pode ser acessado em todo o Brasil, porém a visibilidade do seu trabalho crescerá principalmente em sua cidade e estado, o que possibilita a criação de vínculos com outros/as artistas próximos/as e aumenta as chances de conseguir mais jobs e realizar mais vendas.

Categoria: Informe aqui o que você sabe fazer e tem para apresentar. O campo é livre, então pode inserir quantas áreas de atuação quiser (desde que seja verdade, claro). Se você é, por exemplo, músico e escritor, já gravou um disco mas nunca publicou um livro, recomendo preencher somente com música, para não frustrar o/a visitante.

Links: Há três campos para links: rede social de preferência, loja virtual (caso haja uma) e portfólio onde você já tenha exibido seu trabalho (behance, flickr, wattpad, blog pessoal etc). Se quiser, pode deixar dois destes campos em branco, mas é preciso que a administração tenha algum trabalho seu para visualizar quando receber seu cadastro.

Informações adicionais: Esse campo é para o que estiver faltando. Qualquer coisa. Pode inserir outras redes sociais, mais links de portfólio, número de whatsapp, uma breve biografia, ou simplesmente informar que gostaria de ter seu e-mail divulgado.

Concluídas todas estas etapas, é só clicar no botão cadastrar e as informações chegarão até a administração por e-mail, onde será feita uma avaliação para conferir se os links estão corretos.

Em seguida, é só aguardar nosso contato. Qualquer erro ou pendência, mandaremos um e-mail especificando o que precisa ser ajustado. Se tudo estiver certo, enviaremos o link da sua página.

Fique atento/a, pois pode acabar caindo na caixa de spam.

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A arte pode prosperar no Brasil e há 2 passos simples para você seguir

“Mas isso não dá dinheiro.” “Você vai morrer de fome.” “Como é que você vai pagar as contas com isso?” “Por que você não estuda pra um concurso? Seu primo tá ganhando 6 mil por mês.” “Mas vai trabalhar também ou só vai fazer arte?”

A partir do momento em que você declara a intenção de seguir uma carreira como artista, surgirão essas palavras de desincentivo por todos os lados. Vai ouvir isso dos seus pais, tios, avós, seu irmão da sétima série e até de alguns professores e amigos, e isso vale tanto para músicos/as, atores/izes, pintores/as, qualquer que seja a expressão artística de sua afinidade. Numa perspectiva mais otimista, alguém te dirá: “ótimo, mas você vai ter que sair do Brasil pra se dar bem nessa área.”

Se algum dia você já manifestou esse desejo e ninguém tentou te convencer a fazer medicina, direito ou engenharia ao invés de cinema ou artes visuais, os outros 99% da classe artística brasileira te invejam e muito. Mas não é esse o mérito que eu pretendo abordar hoje.

O mundo aprecia artes desde a pré-história. Então por que estão tentando nos desencorajar?

Bom, o que nos dizem não é totalmente mentira. Atores e atrizes vivem altos e baixos, ainda que o teatro exista desde a Grécia antiga. O cinema enfrenta crises com uma grande frequência, embora milhares de filmes sejam produzidos todos os anos no mundo inteiro. E a música então, que ninguém para de ouvir?

Por outro lado, seguro mesmo é trabalhar para os bancos, empresas multinacionais e governos, que frequentemente se envolvem nos mais diversos escândalos, sonegam bilhões em impostos e criam dívidas impagáveis.

A verdade é que todos os setores, até mesmo os mais essenciais à sobrevivência da espécie humana, são sujeitos à graves crises e instabilidade. Sendo assim, por que justo a arte é encarada como um dos mais frágeis? A lógica parece não bater.

Muitas das nossas principais despesas são cobradas mensalmente: aluguel, luz, água, gás, internet, fatura do cartão de crédito, e por aí vai. Sendo assim, precisamos receber um pagamento previsível todos os meses para poder arcar com essas despesas sem o risco de acumular dívidas, ter tais serviços cortados ou até mesmo sermos despejados/as de nossas moradias com uma mão na frente e outra atrás.

O que proporciona esse tal salário fixo é um emprego “formal”, de carteira assinada e que contribua com o INSS, para garantir nossa aposentadoria. Se um/a artista vende o produto de seu trabalho hoje, nem sempre terá muita certeza de que o venderá amanhã, e o mesmo vale para uma apresentação ou gravação.

É agora que a gente chega à pergunta que vale um milhão: o que é preciso mudar para que artistas possam enfim conquistar a tão sonhada estabilidade, ou a mínima expectativa de crescimento na carreira que seja?

Aquele parente mais otimista que te aconselhou a tentar a sorte na gringa talvez tenha sacado que o assunto é político. Afinal, em outros países onde a arte e a cultura prosperam, o investimento é significativo. Editais de financiamento, produção de eventos, incentivo… completamente o oposto de como opera o governo brasileiro. Enfim, não vou entrar em detalhes de como isso funciona porque também não é o objetivo desse texto. Mas supondo que um dia o governo pense em mudar essa realidade, a transformação seria lenta.

E os boletos não esperam.

Artistas precisam trabalhar e ou vender o produto de seu trabalho hoje, para comer hoje e pagar as contas no dia dez.

Mas existem soluções ao seu alcance e eu posso garantir que são extremamente simples. O prazo é um tanto longo – não muito, mas exige paciência.

Você está manuseando uma ferramenta poderosa nesse exato momento.

Isso mesmo.

Se Thor tinha Mjolnir, você tem a internet.

Qualquer curso de vendas e negócios fala sobre oferta e demanda. As dicas abaixo são direcionadas à um único objetivo: aumentar a demanda. A oferta de produtos e serviços de arte no Brasil não é alta, mas mesmo assim é desproporcionalmente maior do que a baixa demanda.

E vender pela internet nunca foi tão fácil quanto hoje.

1 – Apreciadores: divulguem

Seu/a amigo/a, conhecido/a ou parente artista entende que talvez você não tenha dinheiro para comprar a tela, disco ou livro que ele/a produziu. Talvez até entenda e aceite, sem o menor rancor, que aquela arte não seja do seu agrado.

Mas vamos encarar os fatos: você aprecia todos os artistas que estão hiperexpostos na mídia hoje em dia? Compra de qualquer pessoa famosa no Brasil? Desconfio que não, mas aquele famoso está lá fazendo sucesso mesmo assim, com uma legião de fãs, goste você ou não.

Tem quem goste.

E pode ser esse o caso de seu/a amigo/a, conhecido/a ou parente artista: você não gosta, mas entre os seus 500 amigos no facebook, 700 seguidores no instagram, 100 seguidores no twitter, existe uma grande possibilidade de que alguém goste.

Não custa tentar. O público desse artista pode estar nas suas redes sociais. Alguém entre os seus contatos talvez queira comprar.

E se não funcionar, a intenção foi mais do que válida. Pode ter certeza que o/a artista que você tentou ajudar será grato/a pela sua atitude.

Caso o/a artista em questão seja você, mantenha o foco mais na sua divulgação ao invés de pedir diretamente que comprem. As vendas são consequência da visibilidade que você alcança.

2 – Compradores: compartilhem sua experiência

Ao contrário do exemplo anterior, que não pôde ou não quis, você comprou uma arte. Agora use a criatividade para continuar ajudando o/a artista. Sua experiência não precisa se limitar à compra e “consumo”.

Existem muitas excelentes estratégias para vender um produto, serviço, ou até mesmo a imagem pessoal de alguém, mas a mais eficiente de todas elas continua sendo o boca a boca.

É simples: confiamos muito mais na experiência de alguém que conhecemos do que na promessa dos vendedores. Isso porque sabemos que aos vendedores interessa a comissão da venda, enquanto a nós consumidores interessa uma experiência positiva com o produto.

E quem é que entende de experiência com produtos? Outros consumidores.

É aí que você entra.

Uma maneira de compartilhar que torna qualquer produto muito mais interessante é o unboxing: todo mundo ama receber uma encomenda, e, mesmo quando a mesma não é pra gente, nós ficamos curiosos para ver o que a pessoa vai tirar daquela caixa. Por isso, quando comprar uma arte, grave o desempacotamento e publique em suas redes sociais, marcando o/a artista.

Eu por exemplo, sempre que vejo um unboxing, imagino que a pessoa vai tirar de lá um novo iphone ou um vidro de perfume da Carolina Herrera. Mas se for um livro ou disco, também vou ficar curioso para saber o título, se for uma pintura eu vou querer ver os detalhes de perto.

E os seus seguidores que estiverem assistindo também terão essa mesma curiosidade.

Outra dica é: compartilhar a sua interação com a obra. Abrir o pacote você já abriu, já exibiu.

Mas e aí, é bom?

Se você comprou um livro, cite um dos seus trechos favoritos.

Se você comprou um disco, poste o refrão de uma música.

Se você comprou uma pintura, mostre como ficou bonita na sua parede.

Se você foi à uma apresentação de teatro ou dança, poste vídeos curtos ou fotos no feed.

Faça isso duas ou três vezes por semana e compartilhe o link, para que outras pessoas entre os seus contatos também possam comprar.

“Ah mas eu só tenho 50 seguidores, se eu compartilhar não vai fazer a menor diferença.”

Pode ser que faça. Mas como eu disse anteriormente, a intenção e o esforço têm muito valor.

Sabe por que são pouquíssimos os brasileiros que vão aos museus, aos teatros e que leem por hobby? Sabe por que a demanda de produtos de arte é tão baixa no Brasil?

Porque não se trata do produto que você compra, mas sim do valor que aquilo agrega à sua vida.

Muita gente acredita que o marketing e a propaganda fazem lavagem cerebral nas pessoas e criam nelas necessidades que antes não existia.

Mas não é disso que se trata.

É sobre ressignificar necessidades e desejos latentes. Embora muita gente acredite que arte é algo supérfluo e inútil, a arte nos conecta àquilo pelo qual sentimos que vale a pena viver.

Pode ser numa obra de arte que você encontre o status que busca em outros objetos para satisfazer sua vaidade. Ou o entretenimento que você precisa para aliviar o estresse de um dia cansativo.

Ou quem sabe é na arte que está sua visão de mundo, mas que você nunca soube como expressar. E lá está ela em um livro, na letra de uma música ou em uma performance.

A arte agrega um valor imensurável à vida das pessoas.

Elas só precisam descobrir.

Se você acredita que não precisa de arte, eu posso responder dizendo que você não precisa de um terno da Armani, de uma BMW ou uma bolsa Victor Hugo. Ainda que você não tenha todas essas coisas, talvez você as queira.

Ao invés de desperdiçar tempo falando mal de artistas que você não gosta, exalte os que você gosta e os ajude a crescer. Isso desperta o interesse, gera curiosidade e pode converter uma venda ou outro compartilhamento.

E caso o/a artista em questão seja você, peça dos compradores uma avaliação, incentive depoimentos mais humanizados. Compartilhe os feedbacks positivos e mostre que há pessoas apreciando o seu trabalho.

Como eu prometi, são passos extremamente simples. Vão resolver todos os problemas da arte e da cultura no Brasil? Óbvio que não.

Muitos dos obstáculos envolvem questões políticas que estão além do nosso alcance. Mas aumentar a demanda é um objetivo palpável, e, mesmo não salvando o mundo, você não tem nada a perder. E eu sei que nem todo mundo vai aderir, mas comece você a adotar esse hábito. Faça sua parte. Faça a diferença.

Agora é com vocês.

Espalhem essa ideia.

Espalhem arte.

Como NÃO vender sua arte

Se tem um tipo de história que prende, encanta e inspira muitas pessoas por todo mundo, é a história de

Oportunidade: Revista Pausa na Rede, da UFT, convoca artistas para publicação

Estão abertas, até o dia 24 de abril de 2021, as inscrições para publicação na revista Pausa na Rede, organizada pelo projeto de pesquisa Casa Clic, das professoras Amanda Leite e Renata Ferreira (Universidade Federal do Tocantins).

A revista chega à sua 3ª edição com o tema “CASA MUNDO: (im)pressões artísticas em tempos de urgência” e será publicada como suplemento especial da Revista Rascunhos, do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas do Instituto de Artes da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Com o objetivo de discutir e refletir sobre as atuais circunstâncias provocadas pela pandemia, a Pausa na Rede reunirá obras de arte tanto em imagens (pintura, desenho, gravura, fotografia, objeto, instalação, escultura, arte digital etc.) quanto audiovisual (como a publicação é através da internet, será possível enviar videoarte, Gifs, performance etc.) e textuais, que expressem as relações entre suas produções e o confinamento, dando ênfase ao espaço doméstico e a intimidade.

As inscrições e submissões dos trabalhos estão abertas para artistas de todo o Brasil e até para estrangeiros, independentemente se possui vínculo ou não com a UFT ou a UFU.

Fiquem atentos/as ao prazo e não percam a inscrição! Preencha o formulário aqui.

Conheçam mais sobre o trabalho da Casa Clic através das publicações anteriores (ver Primeira Edição; ver Segunda Edição) e não deixe de seguir o instagram: @casa_clic.

Somos o Arte Local e queremos conhecer seu trabalho

Seja bem vindo/a, querido/a artista e ou amante das artes!

Primeiramente, muito obrigado por sua presença em nosso no site. Nós ainda não nos conhecemos, mas sei que estamos aqui pelo mesmo motivo: vivemos uma relação de amor bastante conturbada com a arte e precisamos encontrar soluções para cada obstáculo que às vezes surge no meio – ou no começo mesmo – da jornada. Antes, precisamos deixar bem claro que não temos todas as respostas e que por isso a proposta do site não é oferecer uma fórmula de sucesso para a sua carreira.

Queremos propor um diálogo com a comunidade artística.

Entendemos que muitos desses obstáculos estão fora do nosso alcance – e por isso é necessário sim continuar lutando pela valorização e consistência da carreira de artista no Brasil –, mas também acreditamos ser possível seguir esta jornada com mais autonomia, desde que se busque outros conhecimentos que até então não fazem parte da nossa rotina de estudos e trabalho.

Talvez sejam apresentadas, alguma vez ou outra, filosofias de vida um tanto impopulares em nosso meio. Mas esse diálogo que queremos construir com você será justo e honesto. Sabemos muito bem o que andaram te dizendo todos esses anos, e de 2020 pra cá tem sido ainda mais desesperador por causa da pandemia. Você já deve estar cansado/a de ouvir dos seus parentes e amigos – e até de quem nem te conhece, mas que mesmo assim adora cuidar da sua vida – que seria melhor fazer medicina, engenharia, administração, prestar um concurso público etc.

É por isso que, em primeiro lugar, saiba que compreendemos você. A maioria das nossas escolhas também foi desacreditada por muitos. Já temos isso em comum para começar e por isso a nossa conversa não seguirá por esse caminho.

Conhecemos as suas aflições nesse momento, pois nós também as sentimos.

Desde o início da pandemia, milhões de empregos formais e considerados estáveis foram perdidos, e a arte que no geral já vinha sofrendo com o desprezo do governo – e infelizmente de uma parte considerável da população –, possivelmente vive um dos seus momentos menos prósperos.

A situação está mais delicada do que de costume.

Esse é o pior momento para ficar parado/a de braços cruzados esperando pela vacina, por mudanças no governo ou nos hábitos de consumo da população brasileira.

Levante a cabeça, dê continuidade à sua arte, pratique e estude bastante. E venha fazer parte dessa discussão conhecendo outros artistas locais e ou em início de carreira sem precisar sair de casa.

Processo criativo da artista curitibana Natália Yulika Murakami (@n.yulika)

Queremos conhecer o seu trabalho.

Queremos que o mundo veja o que você sabe fazer.

Queremos aprender com a sua experiência.

Queremos um Brasil com mais arte e mais artistas.

O conteúdo que dividiremos com vocês será dividido em duas partes: uma é composta por textos contendo reflexões bastante abrangentes sobre o dia a dia de uma carreira em construção. Vamos discutir alternativas para expandir o seu público, evitar comportamentos destrutivos e aumentar a circulação da sua obra. A outra parte será voltada para a divulgação: selecionaremos artistas de todas as regiões do país que você provavelmente ainda não conhece – mas que precisa conhecer – e divulgaremos seus respectivos trabalhos aqui no site.

Nesse começo, é importantíssimo ajudar a aumentar a visibilidade do projeto, para que assim a gente possa envolver o maior número possível de artistas locais e ou em início de carreira nas discussões e reflexões que iremos promover semanalmente – pode ser que essa frequência aumente, mas a princípio algum conteúdo será publicado uma vez por semana.

Mas veja bem. O site ainda está no começo, portanto nossa divulgação ainda não terá um grande alcance. Por isso queremos que você volte. Queremos que nos faça uma visita toda semana para acompanhar o que há de novo. E como a rotina da maioria de nós brasileiros é uma grande loucura, achamos que há uma grande chance de que você se esqueça de vir aqui conferir as últimas.

Sendo assim, temos um pedido pra fazer: cadastre o seu e-mail (é de graça) e nós prometemos que você ficará sabendo em primeira mão sempre que houver uma publicação nova. É importante para o site, para os artistas que nele serão divulgados e é vantajoso para você, que vai estar por dentro das artes locais em todo o Brasil.

Se você ainda não tem um portfólio, comece a trabalhar na construção de um e compartilhe com a gente.

E se você gostou da proposta desse site, compartilhe em suas redes sociais. Ajude a divulgar.

Podemos contar com você?

Se sim, nos vemos na próxima semana.