QUEM É SURYA? E POR QUE VOCÊ PRECISA CONHECÊ-LA?

Canta, toca, compõe, atua, escreve, desenha e pinta. É graduada em Cinema e conseguiu provar que é sim possível desenvolver várias habilidades e fazer tudo bem feito.

A paranaense e multitalentosa Surya (@surya_music) estreou oficialmente no mundo da música com o EP Moletom (2018), que nos apresenta cinco canções em dezesseis minutos, nos quais são mesclados diferentes estilos que entregam ao ouvinte uma obra de poesia muito bem ritmada e voz marcante. Mais do que um cartão de visita, Moletom é o prelúdio de uma carreira brilhante que veio para ficar e conquistar o coração dos brasileiros.

E a repercussão não poderia ter sido outra: arte feita com paixão tem a magia de contagiar o público, e os curitibanos receberam Moletom com carinho e aprovação, movimentando a agenda da cantora com apresentações em festivais, entrevistas para jornais, revistas, programas de rádio e canais do Youtube.

Moletom (Surya, 2018)

Foi em 2020 que o Brasil recebeu um baita presente: após cinco singles (Casa de Flores, Dancing Spell, Goodbye, Stop! I’m Gonna Cut My Hair, e Soul Whispers), foi lançado o álbum Amor, L’amour, Love, em dois volumes que totalizam dezoito canções em uma hora e dois minutos, além de contar com mais dois singles de 2018 (Lígia e Vortex).

Com letras em português, inglês e francês, o álbum tem a variação entre estilos como um dos pontos mais fortes: samba raiz, música popular brasileira, jazz e blues, todos trabalhados sobre excelentes referências, algumas brasileiras e outras estrangeiras, mas sem deixar faltar com a autenticidade. A primeira canção já é suficiente para que você se dê conta de que está diante de algo gigante, testemunhando o nascimento de um ícone da música nacional.

Em entrevistas, Surya enfatiza que o amor a que se refere nas canções não se limita somente ao romântico, e o significado de suas letras alcançam uma abrangência muito mais ampla: ela canta sobre o amor por si mesmo/a, pela vida, pela mãe, pelo mundo… Assim como eu, ouvintes se sentirão compreendidos/as na medida em que querem e precisam. Coisas que só a arte é capaz de fazer.

E sim, você pode ouvir o álbum pelo spotify, pelo site e comprar o CD na loja da cantora. Não importa se você não gosta de samba, você vai gostar do álbum. Não importa se você não gosta de música popular brasileira, você vai gostar do álbum. Não importa se você não gosta de jazz, você vai gostar do álbum.

Amor, L’amour, Love (Surya, 2020)

Também em 2020, após receber prêmios em vários festivais, o longa metragem Alice Júnior (dirigido por Gil Baroni) foi adicionado ao catálogo da Netflix, tornando mais acessível à milhões de brasileiros seu trabalho audiovisual de maior visibilidade como atriz. O filme conta a história da estudante Alice (interpretada por Anne Mota), que enfrenta os preconceitos e desafios de adaptação à uma escola conservadora. Surya interpreta a carismática Taísa, amiga de Alice, que também não se sente à vontade com as regras e fundamentalismo religioso.

Por vários motivos que não vou contar – eu não dou spoiler, pode ir lá assistir -, a participação de Taísa é marcante e essencial para o desenvolvimento e desfecho da história, e a escolha de Surya para o papel foi acertada devido à sua entrega, boa leitura da personagem, boa atuação e entrosamento com o elenco. Também é importante destacar o valor de Alice Júnior para a visibilidade e representatividade trans no cinema nacional.

Anne Mota, Surya Amitrano e Matheus Moura, no filme Alice Júnior

Em um dos raros dias de sorte que tenho na vida, comprei o último volume do livro Se Deixar Eu Viro Poesia, publicação independente da Surya com 56 páginas e um lindo trabalho de capa e ilustrações de Stephani Heuczuk. Fiz a compra pelo site e pedi para receber o livro e o CD autografados, e assim os recebi. Segundo a autora, o livro é dividido em cinco capítulos: granizo, chuva, vento, sol e anunciação.

“’(…) os poemas passeiam pela vida e seus estágios: imaginação, realidade, amor, falta de amor, medo, entrega e coragem. Com ilustrações e capa de Stephani Heuczuk, este pequeno livro é um convite ao refletir, mas, principalmente, ao sentir.”

Até o momento em que escrevo esse texto, o livro físico está indisponível em estoque, mas você pode comprá-lo em versão digital. Porém, acredito que se a demanda for muita, pode rolar uma nova edição. Vai depender de vocês pedirem por uma. Fica a dica.

Se Deixar eu Viro Poesia, livro de Surya Amitrano

Agora lhes convido a conhecer o portfólio (@surya_illustrations), onde frequentemente ela posta suas pinturas, desenhos e ilustrações; e também a página de textos e crônicas em seu blog, onde podemos conhecer um pouco melhor do seu talento como escritora.

Tá na mão: mais de vinte músicas de qualidade pra você adicionar na sua playlist e escutar mais de mil vezes, um filme pra assistir com a crush, um livro pra te inspirar e fazer refletir sobre a vida de maneira poética, várias opções de presente pra fazer aquela moral com a sogra. A única coisa que te peço é pra compartilhar. Vamos fortalecer o trabalho de uma artista incrível, fazer chegar à todas as regiões do país – e fora também, manda o link pro seu amigo gringo – e ajudar a crescer a visibilidade dos próximos que serão apresentados aqui no site.

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