Arquivos Mensais: setembro 2021

Feito é melhor do que perfeito?

Definitivamente é melhor do que não feito.

Estude e pratique incansavelmente para que você aperfeiçoe suas habilidades e amplie seu conhecimento teórico e repertório de referências. Até aí nenhuma dúvida. Porém, infelizmente, não há treino e leitura suficiente no mundo que vença um dos maiores – e muitas vezes o principal – obstáculos de um artista: o medo.

Não existe diferença entre o medo de não ficar perfeito e o medo de ficar ruim. Uma excelente obra pode às vezes ser admirada por milhões de pessoas, mas odiada por seu/a autor/a. Particularmente, acho muito triste quando isso acontece. E não é muito raro.

Mas por que mesmo uma grande aprovação parece não ser o suficiente para o convencer o/a próprio/a criador/a da obra em questão? Não há somente um único motivo possível e isso varia de acordo com cada pessoa.

Melhorar nossas habilidades artísticas com treino diário é como passar várias horas em frente ao espelho olhando o cabelo crescer. Ninguém vê o movimento do crescimento em tempo real, por isso podemos achar que nada está acontecendo. Pois a verdade é que está, e o resultado já será visível dentro de poucas semanas.

Por ser difícil perceber a nossa evolução enquanto artistas em tempo real, muitas vezes acreditamos que não melhoramos e, portanto, temos a mesma habilidade técnica de semanas, meses e até anos atrás.

Porém, se você passa duas semanas inteiras sem se olhar no espelho, seu cabelo vai parecer um tanto maior do que você se recordava. Só que o mesmo não vale para o seu desenvolvimento, pois, se você passa duas semanas sem praticar, não melhora durante esse hiato.

Outra possível razão é a cobrança excessiva: tendemos a adotar essa postura quando temos muitas – e excelentes – referências, nas quais nos inspiramos e cujos resultados almejamos. Se você olha para o seu trabalho e tenta se comparar a Michelangelo, Mozart ou qualquer outra autoridade incontestável da sua área, é óbvio que nunca vai parecer bom.

Significa que você precisa parar de buscar mais referências? Óbvio que não. Você está é no caminho certo.

Também há um outro grande problema, que é quando a autoestima de um/a artista é baixa por causa das influências externas. Como quando críticos amargurados chamam seu trabalho de lixo, por exemplo, ou quando a família desestimula, ou quando a pessoa se vê cercada de gente negativa que faz qualquer um se sentir inferior.

É complicado.

Pode até ser que a sua arte nunca chegue ao patamar que você deseja, porém há duas coisas a serem levadas em consideração: 1) isso não justifica você mantê-la inacabada, esquecida e muito menos abandonada; 2) se prestar atenção, conseguirá sim enxergar seu processo de evolução.

Sua arte não vai agradar todo mundo. Quanto mais cedo aceitar essa ideia, melhor.

Sua arte talvez não ganhe uma exposição no Louvre, nem o nobel da literatura ou o Oscar. Mas se é capaz de impactar, entreter, gerar reflexões e ou encantar, ainda que somente uma pequena quantidade de pessoas, é motivo suficiente para que exista. Quem esconde tesouro é pirata, e pirataria é crime.

Quanto a observar o próprio processo de evolução, depende da frequência com que você pratica. Se você toca um instrumento, escolha um exercício para treinar todos os dias, grave a primeira tentativa e a ouça uma semana depois. Faça o mesmo após um mês, se quiser.

O avanço será um fato perceptível, nenhuma influência externa poderá refutá-lo e isso te motivará.

Você provavelmente já viu aquele meme que diz: “Ele é artista, precisa ficar sendo elogiado o tempo inteiro”. Não é mentira. Poucas vezes paramos pra contemplar e avaliar o próprio avanço, mas a verdade é que quando esses elogios e aprovação partem de nós mesmos, menor é a necessidade de receber aplausos.

Trata-se de continuar fazendo exatamente aquilo que você já tem feito, mas prestando mais atenção em si mesmo/a. E pode ser que o feito não esteja perfeito, mas você perceberá que está melhor do que costumava ser.

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O que são NFT’s e o que pensamos sobre o assunto?

NFT é a sigla para Non-fungible Token, que significa Token não-fungível. De acordo com a CNN, “o NFT é uma espécie de certificação digital que se tornou a nova febre da geração de colecionadores virtuais. Ele permite ter a titularidade oficial do arquivo original, embora seu uso e reprodução, incontroláveis, continuem livres na internet”.

Como se trata de uma novidade, é normal chegar com uma avalanche de dúvidas à respeito do assunto e eu não sou uma exceção. Por isso, incorporei dois vídeos de dois influenciadores brasileiros muito importantes no meio das finanças e negócios: Breno Perrucho (Jovens de Negócios) e Thiago Nigro (O Primo Rico).

O conteúdo é apresentado de forma bastante didática e acessível, vale muito a pena conferir.

Eu entendo perfeitamente que o tema em questão é complexo para quem é pouco ou nada familiarizado com assuntos relacionados à economia, criptoativos, investimentos ou novas formas de negócios digitais.

Tanto o Breno quanto o Thiago alertam para a possibilidade de riscos: e se virar uma bolha? Considero perfeitamente natural que toda novidade seja encarada com bastante desconfiança, principalmente quando a mesma movimenta quantias exorbitantes de dinheiro. Em que mundo a gente poderia sequer imaginar que o certificado de originalidade de uma arte digital seria vendido? E pelo preço de um Monet?

Há um outro fator muito importante a ser levado em consideração, que é a relação entre os NFTs e os criptoativos: pode-se comprar um NFT através da Ethereum, uma criptomoeda negociável de valorização crescente – que só perde para a Bitcoin.

Embora um número cada vez maior de brasileiros decidem se aventurar no mercado de criptomoedas todos os dias, a verdade é que a grande maioria da população ainda desconhece ou não compreende o básico sobre o assunto. Também acredito que a quantidade de pessoas que nunca sequer ouviram falar em Bitcoin represente a maioria em nosso país.

Por isso é muito difícil chegar à qualquer conclusão. É cedo demais. Porém, quem é que não gostaria de ter sua arte negociada em valores tão inalcançáveis para nós meros mortais? Os vídeos falam sobre hábitos de colecionadores e usaram como exemplos pessoas famosas e autores de memes famosos. Mas e quanto aos artistas iniciantes e artistas locais? Será que possuem chances reais e palpáveis de conquistar um lugar ao sol no universo das NFTs?

Só o tempo dirá.

Mas calma, eu não dediquei um texto inteiro para chegar à um final inconclusivo. Mesmo tendo tantas ressalvas, desconfianças e pouco conhecimento nesse tipo de negócio, acredito que devemos compreender os princípios por trás deles, e quanto mais cedo menor.

Eu por exemplo, acredito fortemente que o dinheiro físico deixará de existir no futuro e haverá a predominância de moedas digitais. Mas ainda não sinto que há segurança o bastante para comprar Bitcoin. E por quê?

Porque bicicleta com asas não é avião.

Para que o primeiro avião do mundo realizasse um voo bem sucedido, foram necessárias muitas tentativas e erros. Diferentes modelos foram desenvolvidos e testados ao longo de várias décadas, porém hoje em dia ninguém duvida que o Boeing possa te levar ao Japão.

Se hoje em dia são negociados certificados de autenticidade de artes e outros produtos digitais, sem dúvida alguma estamos testemunhando um passo rumo à uma transformação definitiva. Acontece que essa transformação ainda não está concluída e não chegou em seu estágio final. Novos modelos ainda precisam ser desenvolvidos e testados, mas o elemento principal que solidificará essa nova filosofia de negociação será o tempo.

Claro, o conselho que dou aos leitores e leitoras é dentro de uma zona de segurança. Não digo que riscos devem ser evitados, mas sim calculados. Se quiser se aventurar, esteja ciente do quanto você está disposto/a a perder – e jamais descarte essa possibilidade, pois mesmo o Breno e o Thiago que se dedicam ao estudo e prática de investimentos há anos estão sujeitos à perdas.

Portanto, o meu conselho é apenas que você não ignore essa novidade que é o mercado de NFTs. Se puder, leia pelo menos um pouco sobre o assunto todos os dias. Converse com pessoas que já tiveram a experiência, participe de fóruns, pergunte bastante, reflita e debata, mas mantenha o foco no entendimento do princípio ao invés da prática.

Seja curioso/a.

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Vale a pena mudar o estilo da sua arte para vender mais?

Já adianto que a resposta é não. Não vale a pena mudar o estilo da sua arte para vender mais.

Algum tempo atrás, realizei uma pesquisa com estudantes e profissionais das artes sobre perspectivas, carreira, vendas e aprendizado. Como já esperava, vi muitas respostas diferentes, mas me agradou saber que a maioria dos participantes disseram que não é preciso mudar o estilo para vender mais. E isso é muito importante.

Em um dos textos anteriores, eu falei sobre o fato de algumas expressões artísticas terem muito mais chances de vender do que outras. É o caso do pop e do funk na música, do romance na literatura e da ação no cinema, por exemplo. Como esses gêneros são os favoritos da grande maioria, é verdade que os outros atingirão um público menor em comparação.

Mas não significa que não atingirão público nenhum. E também não significa que esse público não possa crescer.

Desde pequeno eu ouço que sucesso de público é sempre proporcional à falta de qualidade, e hoje em dia acho essa crença muito problemática. Mais do que isso: é uma afirmação covarde.

Também fiquei feliz ao ler que muitos participantes da pesquisa opinaram positivamente sobre o marketing digital, reconhecendo seu potencial e importância para a atualidade. Ao mesmo tempo, observei que quem expressou uma opinião negativa sobre o assunto não parecia conhecer muito a respeito, o que ficou claro em algumas justificativas.

Por isso, acredito que não se trata de abrir mão do estilo com o qual você se sente mais à vontade em expressar, menos ainda da qualidade. Trata-se simplesmente de assumir as rédeas, aprender a promover a visibilidade do seu trabalho e conhecer as melhores estratégias de vendas que se adequem à sua arte.

Não é simples como parece. Muitos negócios que oferecem produtos ou serviços excelentes, até mesmo nos setores considerados mais prósperos, vão à falência por não dominar esse tipo de conhecimento.

À respeito dessa resistência com relação a assumir a autonomia sobre as vendas e buscar maior presença online, não pude deixar de observar alguns padrões: muitas vezes ela parte de artistas mais introvertidos e sérios. Porém, isso não precisa ser um obstáculo.

Já nem sei quantos anos se passaram desde que vi pela primeira vez na televisão um comercial das Casas Bahia com o Fabiano Augusto – o cara do “quer pagar quanto?”, pra quem não sabe –, mas a presença dele foi tão marcante que povoa a memória do brasileiro até hoje. O rapaz gesticulava bastante, era comunicativo, dinâmico e parecia se sentir bastante à vontade fazendo o que fazia.

Funcionava? Sim. É o único jeito de vender bem? Não. Mas muita gente pensa que sim.

Quanto à presença online, é ainda mais fácil de entender a relutância: má representação. As palavras “youtuber” e “blogueiro” já são em si bastante estereotipadas, ainda que todo internauta do mundo esteja ciente da variedade de conteúdo disponível. Afinal, se você diz que tem um canal no youtube ou um blog, as pessoas automaticamente te imaginam rasgando livro em vídeo de hate, imitando uma foca em cima de uma cama toda coberta de nutella, ou fazendo dancinhas ridículas e passando vergonha conscientemente.

A verdade é que existe uma grande possibilidade de você “viralizar” fazendo coisa que não presta na internet. Mas essa é a única maneira de atrair um público fiel e clientes em potencial? Não.

A comunicação não se resume ao ridículo.

Você não tem que mudar a sua arte. Você tem que mudar a maneira de apresentá-la.

Paulo Coelho, por exemplo, sempre posta em seu instagram fotos e vídeos de leitores que adquiriram seu mais novo livro e deram um retorno positivo sobre o mesmo. Isso é fazer marketing e promover seu produto, sem dancinha. E quantas vezes você já viu bandas compartilhando o print de um fã ouvindo sua música? Atores em um set durante o intervalo das gravações?

Isso é importante para todos os setores.

É o cliente satisfeito que comprou um tênis e divulga a loja. É o morador satisfeito que fez uma reforma em casa e divulga o profissional que realizou o serviço. É o aluno satisfeito que divulga o curso. E é o fã que divulga o artista favorito.

Exiba a apreciação do seu público com orgulho. Quanto mais as pessoas virem elogios a seu respeito, mais elas sentirão que vale a pena conhecer o seu trabalho. Isso não é enganar. Isso não é manipular. Não é imoral.

Significa que você precisa transformar as suas páginas ou redes sociais em catálogos? Também não. Apresente um conteúdo diversificado, que não só promova a sua arte como também mostre a sua rotina de criação e que abra as portas para a criação de um relacionamento com o seu público.

Vá além do “compre meu produto”. Venda a mudança que o mesmo traz à vida das pessoas.

Mude o texto do seu anúncio sem mexer em uma única virgula da sua arte. Assim você venderá melhor o seu produto, não a sua alma.

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Como conciliar seu processo criativo ao emprego formal?

Antes de começar, eu gostaria de dizer que não, eu não tenho todas as respostas e soluções para todas as condições sociais. Estou completamente ciente disso e, portanto, não ofereço uma transformação milagrosa na vida de quem precisa encarar mais de duas horas em trânsito todos os dias para ir e voltar do trabalho e ainda cuidar de filhos e resolver imprevistos.

Gostaria de ter uma solução para casos como estes, que sei que são comuns. Mas não tenho.

Portanto, este texto é para você, artista que trabalha em tempo integral numa profissão sem relação com sua arte, mas que ainda dispõe de algum tempo livre no dia a dia para se dedicar ao ofício.

1 – Se o que falta é tempo, você precisa aprender a administrá-lo

Não é estranho quando lemos a biografia de algum/a artista que hoje é ícone histórico e descobrimos que o/a mesmo/a era boêmio/a, abusava de substâncias ilícitas, precisava de abrigo e ajuda de amigos e parentes, mas quando produzia sua arte faturava uma fortuna.

Ainda que você tenha amigos e parentes capazes de sustentar e tolerar seus vícios e maus hábitos, esse é um estilo de vida que eu definitivamente não recomendo.

Mesmo com um bom conhecimento de marketing, estratégias de lançamento e uma boa rede de contatos, a verdade é que assumir as próprias rédeas da expansão de seu público e das vendas da sua arte trará resultados a longo prazo. E você precisa comer e pagar suas contas hoje.

Portanto, não é errado você ser paciente e trabalhar em um emprego formal fora da sua área, desde que entenda que aquilo é um sacrifício necessário e temporário.

Porém, quanto menos você souber administrar o seu tempo, mais meses – talvez anos – você precisará encarar aquele emprego que não é o seu sonho, e, consequentemente, mais distante se encontrará da carreira que almeja.

Muitos/as artistas, jovens principalmente, torcem o nariz sempre que escutam a palavra rotina e quase vomitam só de ouvir falar em disciplina. Acreditam em dormir tarde e acordar tarde, na espontaneidade, na pressão de fazer algo na última hora, e que um dia o problema da procrastinação se resolverá sozinho.

Você não tem que se cobrar demais. Você tem que se cobrar aquilo que é capaz de fazer.

Por isso, faça todo o planejamento do seu mês, da sua semana e do seu dia. No trabalho, você com toda certeza tem um horário para chegar, um para o intervalo e outro para sair. Comece por aí: tenha uma agenda e anote esse fluxo em todos os dias úteis do mês atual. Por exemplo: “08h – início do trabalho; 12h – intervalo; 18h – fim do expediente”.

Se você nunca parou pra observar em quanto tempo percorre o trajeto do trabalho até em casa, comece a observar, pois isso faz muita diferença. Imprevistos acontecem, por isso marque no cronômetro os minutos gastos durante toda a semana e faça uma média.

Quanto mais longo o trajeto, mais aconselhável é manter a cabeça ocupada: podcasts, leituras, vídeos, o que puder te ensinar ou informar enquanto você estiver no ônibus, trem ou metrô. Se você dirige, contente-se com conteúdos de áudio, óbvio.

Planeje o horário de acordar e de ir se deitar. Talvez você tenha que passar a dormir mais cedo, mas eu definitivamente não recomendo diminuir suas horas de sono. Uma noite mal dormida resultará em um dia mal aproveitado.

Inclua na agenda seus horários de descanso: mesmo sem se sentir cansado/a, faça uma pausa no mesmo horário todos os dias, se for possível. Se tiver celular com internet ao seu alcance, busque por “meditação guiada” no youtube, recarregue suas energias e retorne com mais disposição.

Tendo tudo isso anotado na agenda, dedique os espaços livres à criação. Talvez você pense que dessa maneira estará se acostumando à ideia de que a arte não é sua prioridade, mas não é bem assim. Primeiro porque esse tempo restrito de dedicação será maior do que num calendário caótico. E segundo porque é preciso fortalecer o hábito.

Fazendo uma comparação: correr durante 10 minutos todos os dias, de segunda á sexta, é melhor do que correr 50 minutos na segunda e ficar parado/a o resto da semana. No fim, serão 50 minutos de todo jeito, mas todo esse intervalo em inércia atrapalha o seu desempenho. Faz sentido?

A mente precisa desenvolver o hábito de criar. E se você começar a fazer isso amanhã, pode ter certeza de que terá muita dificuldade: sono, cansaço, falta de vontade e bloqueio criativo. Porém, depois de um mês seguindo uma rotina, suas habilidades começarão a fluir com mais facilidade.

“Ah, mas de nada adianta planejar tudo se a vida tem imprevistos”. Bom, eu duvido que você enfrentará imprevistos todos os dias.

“Ah, mas isso não funciona pra mim porque eu sou de peixes e -”. Vai dormir.

Não prometi uma solução fácil nem rápida, né.

2 – Se o problema é dinheiro, aprenda sobre finanças

Mas é claro que o problema é dinheiro, se não por qual motivo você estaria encarando um emprego infeliz? Sabia que você não é obrigado/a a pagar por pacotes de tarifas bancárias nem pelo seguro do seu cartão do crédito? E já observou que esses valores não param de subir? E que às vezes o banco desconta taxas tiradas de sabe-se lá que orifício, por serviços que você nunca contratou e sem te avisar? Sabia que você pode pedir a isenção e o estorno dessas taxas? Sabia que os rendimentos da popuança sempre estão abaixo da inflação e você acaba perdendo poder de compra?

Sabe porque tanta gente ganha uma fortuna num golpe de sorte e no ano seguinte volta pro zero? Ou o contrário, gente que perde tudo mas recupera o patrimônio? Trata-se de entender o dinheiro. Esqueça bordões como “só se vive uma vez”, “dinheiro é pra gastar”, “só ganha dinheiro quem explora os outros” e afins. Pessoas que não entendem absolutamente nada sobre economia são as que mais difundem esse anti-conhecimento que só vai te manter no exato lugar onde você se encontra.

Não significa que você precisa se matricular numa faculdade de economia – se quiser pode – ou que eu vá bancar o coach ou pedante nas próximas linhas. De modo algum. Mas vou te incentivar a ir atrás de conteúdos responsáveis sobre o assunto. Os canais da Nathália Arcuri e da Nath Finanças, por exemplo, são excelentes. Nem é preciso se tornar especialista em finanças ou ter ânsia por empreender para entender que muitos hábitos de consumo sabotam a realização dos seus sonhos.

Eu já fui um gastador convicto, não podia ter dinheiro na conta que fazia sumir. Hoje sei o quão importante é montar uma reserva de emergência e tento fazer um extra quando é possível.

Que fique claro que também não é objetivo deste texto promover a meritocracia. A verdade é que, se essa mudança de hábitos não transformar positivamente os seus resultados, de qualquer maneira você irá evoluir como pessoa por dar o melhor de si.

E isso inspira as pessoas.

3 – Não tenha vergonha de pedir ajuda

Esse tópico é muito importante. Acredito que a maior parte dos artistas de todo o Brasil poderão crescer na carreira quando pararem de se encarar como rivais ou concorrentes. Essa história de arte como palco pra disputa de ego precisa acabar. Ou melhor, nunca deveria ter existido.

A classe tem que ser mais unida.

No seu círculo de convivência, é fundamental que você se cerque de pessoas que te apoiam, que acreditem em você, que entendam seus objetivos, respeitem seus sonhos e te ajudem a crescer.

Por isso, parte do seu tempo também deve ser dedicada à colaborações, parcerias, ajudar os seus colegas com o que estiver ao seu alcance, e, se não houver muito o que possa fazer, deixe que te ajudem. Se estiver precisando de material, peça emprestado. Se estiver precisando de algum espaço, peça para usar. Peça feedbacks, compartilhamentos nas redes sociais, tire dúvidas.

Quem te ajudar também estará crescendo contigo.

E esteja disposto/a a retribuir, quando isso não exigir um grande sacrifício do seu tempo.