Os principais efeitos da pandemia na arte

Já pensou se eu decidisse falar sobre todos os efeitos, aprendizados e transformações que ocorreram durante estes fatídicos anos de pandemia? Daria, no mínimo, um livro bastante extenso ou quem sabe uma série documental com várias temporadas – e, no final, o resultado ainda estaria incompleto.

Pois é, essa microscópica e fatal forma de vida virou o mundo pelo avesso, botou de cabeça pra baixo e sacudiu, causando inúmeras sequelas temporárias e outras tantas permanentes nas vidas de milhões – talvez bilhões – de pessoas em todo o globo – para quem nele acredita.

E eu trago duas verdades dolorosas: a primeira é que esse pesadelo ainda não acabou, pois mesmo que a vacinação já tenha alcançado alguns bons números ainda estamos sofrendo muitas perdas; a segunda é que ainda levará um bom tempo até que consigamos ter uma dimensão real do estrago que o coronavírus causou.

Não somente a saúde, como também a educação, o trabalho, a economia e o meio ambiente são alguns dos principais exemplos de setores que foram impactados negativamente, enquanto o desenvolvimento científico precisou se modernizar ainda mais na busca por soluções e isso trouxe algumas facilidades para o nosso cotidiano em condição de isolamento – para quem o seguiu.

E a arte, como fica nessa história?

Pergunto: o que teria sido de nós sem ela durante esse período interminável? Quem ficou em casa e não foi se aglomerar em bares, festas clandestinas ou na casa de amigos e parentes, muito provavelmente passou mais tempo conectado com suas formas de expressão artística preferidas, dedicando algumas horas a mais dos seus dias aos filmes, séries, músicas e livros, principalmente, e muita gente aproveitou para aprender ou praticar alguma habilidade, como tocar um instrumento, pintar, animar em 3D ou dançar. Eu por exemplo, escrevi um livro.

No fundo, sempre soubemos que a arte é extremamente necessária para a nossa vida e que precisamos dela muito mais do que costumamos admitir. Também é verdade que passamos a enxergar com mais clareza o seu valor, e reconhecer isso é muito importante.

E na prática, o que mudou?

Houve uma grande adesão ao digital: impossibilitadas – ou enfrentando uma série de limitações – de ir ao cinema, teatro, shows ou galerias, as pessoas assistiram a performances através de lives nas redes sociais, consumiram mais conteúdos de plataformas de streaming, inscreveram-se em cursos online, utilizaram mais o meio digital para divulgar seus trabalhos, adotaram definitivamente o e-commerce, enfim, deram um jeito.

Em outras palavras, aumentou a demanda e otimizou a oferta, criando maiores possibilidades de conexões. Pessoas de todo o país puderam assistir ao show que terminou em tiroteio após invasão policial, ao cavalo que sabotou uma entrada triunfante puxando a carroça, e talvez jamais teriam a oportunidade de assistir a essas apresentações presencialmente.

Pensar essas soluções pode não ter resolvido todos os problemas relacionados à construção de uma carreira em artes no Brasil ou às desigualdades implicadas, mas com certeza foi um passo muito importante para melhorar a acessibilidade e a democratização da arte – uma pena que esse passo tenha sido impulsionado por uma situação tão infeliz, no caso a pandemia.

Nos próximos anos, quando despertarmos completamente deste pesadelo e a vida voltar a ser como era antes, talvez alguns destes novos hábitos acabem sendo deixados de lado, não temos como saber. Mas precisamos continuar buscando novas e melhores soluções afim de superar fronteiras

Afinal, mesmo distantes, soubemos nos manter unidos.

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